DR. JOAQUIM VARELA MOREIRA: 22 ANOS DE HISTÓRIA, HUMANIDADE E EXCELÊNCIA NA MEDICINA VASCULAR EM SURUBIM

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Dr. Joaquim Varela.


 Ao longo de mais de duas décadas, o nome do Dr. Joaquim Varela Moreira tornou-se sinônimo de confiança, competência e cuidado em Surubim. Médico vascular renomado, ele construiu uma trajetória sólida baseada não apenas no conhecimento técnico, mas sobretudo na sensibilidade humana e no compromisso com cada paciente que passa por suas mãos.

Vindo de outro país com o sonho de se tornar médico, Dr. Joaquim escolheu o Brasil para trilhar seu caminho profissional. Foi na tradicional Universidade Federal de Pernambuco que concluiu o curso de Medicina, recebendo a formação que seria a base de uma carreira marcada pela ética, responsabilidade e excelência.

Há 22 anos atuando na cidade, sempre atendendo no Hospital São Luís, Dr. Joaquim tornou-se referência em cirurgia e tratamento vascular. Sua dedicação constante à saúde da população fez com que seu consultório se transformasse em espaço de acolhimento, escuta e esperança.

Mais do que um profissional respeitado, ele é hoje parte da própria história do município. Casado com uma surubinense, pai de filhas nascidas na cidade, com residência fixa, familiares e uma ampla rede de amigos, Dr. Joaquim criou raízes profundas em Surubim. A cidade que inicialmente o acolheu tornou-se seu lar, apesar de residir em Recife.

Um dos maiores orgulhos de sua trajetória é acompanhar famílias inteiras ao longo do tempo. São pacientes que começaram a ser atendidos ainda jovens e que hoje retornam trazendo filhos e netos.

“É uma satisfação muito grande trabalhar em Surubim, lidando com a população. Me sinto muito honrado, é um presente de Deus! Meus pacientes que passei a atender e hoje estamos na quarta geração, avós, pais, filhos e netos.”

Esse vínculo intergeracional é prova da confiança construída com seriedade e respeito. Em tempos de relações cada vez mais rápidas, Dr. Joaquim mantém a essência da medicina tradicional: olhar nos olhos, ouvir com atenção e tratar cada caso com dedicação individualizada.

Conhecido por ser humano, caridoso, inteligente e extremamente competente, ele é frequentemente descrito por pacientes e amigos como um médico que vai além do diagnóstico. Sua postura ética, aliada à constante atualização profissional, garante segurança técnica; sua sensibilidade garante acolhimento.

Em cada atendimento, há não apenas um procedimento clínico, mas um gesto de cuidado. Em cada cirurgia, há responsabilidade e precisão. Em cada consulta, há respeito e empatia.

Ao completar 22 anos de atuação em Surubim, Dr. Joaquim Varela Moreira consolida um legado que ultrapassa currículos e títulos. Sua história é construída diariamente, no contato direto com a população, na dedicação silenciosa aos pacientes e no compromisso inabalável com a vida.

Surubim tem orgulho de contar com um profissional que transformou vocação em missão, conhecimento em serviço e trabalho em verdadeiro ato de amor ao próximo.

Dr. Joaquim não apenas exerce a medicina, ele honra a profissão todos os dias.


ENTREVISTA




BLOG MALUMA MARQUES – Dr. Joaquim, a saúde vascular muitas vezes é negligenciada até o surgimento de complicações. Na sua avaliação, quais são os principais fatores culturais e comportamentais que contribuem para esse atraso no diagnóstico?

Dr. Joaquim Varela – A saúde vascular ainda sofre muito com a falta de informação e com falhas estruturais na atenção básica. Muitas pessoas não sabem identificar os sinais iniciais de uma doença vascular e, por isso, só procuram ajuda quando o quadro já está avançado.

Existe também uma deficiência na educação em saúde. A população precisa compreender o que são as doenças vasculares, quais seus fatores de risco e, principalmente, quais são as consequências do diagnóstico tardio. Outro ponto importante é a limitação da assistência pública em alguns locais, onde a atenção primária não consegue fazer o rastreamento adequado.

A prevenção começa com informação e acesso. Quando o paciente entende a importância de procurar um profissional preparado, conseguimos intervir precocemente e evitar complicações graves.

BMM – Do ponto de vista clínico, quais são as diferenças fundamentais entre insuficiência venosa crônica e doença arterial periférica, e como essas condições impactam a qualidade de vida?

Dr. Joaquim Varela – A diferença entre doença venosa e doença arterial é fundamental.

As doenças venosas, como a insuficiência venosa crônica e as varizes, geralmente têm evolução mais lenta. Elas causam dor, inchaço, sensação de peso, alterações na pele e, em casos mais avançados, feridas crônicas. Embora progridam de forma gradual, podem gerar grande limitação funcional e impacto estético e psicológico.

Já as doenças arteriais são mais graves do ponto de vista circulatório. Elas envolvem o entupimento ou estreitamento das artérias, muitas vezes associados a fatores como diabetes, tabagismo, hipertensão e colesterol elevado. Nessas situações, o fluxo sanguíneo diminui significativamente, podendo causar dor intensa ao caminhar, feridas que não cicatrizam e, em casos extremos, amputações.

Infelizmente, ainda recebemos muitos pacientes com doença arterial avançada, especialmente diabéticos, que chegam em condições precárias por falta de acompanhamento adequado. Muitas dessas amputações poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces.

Ambas as condições comprometem seriamente a qualidade de vida, limitam o trabalho, reduzem a mobilidade e afetam a dignidade do paciente.

BMM – A trombose venosa profunda é potencialmente grave. Quais são os protocolos atuais para diagnóstico precoce e quais avanços têm melhorado o prognóstico?

Dr. Joaquim Varela – A trombose venosa profunda é uma condição séria e pode evoluir para embolia pulmonar, que é potencialmente fatal. O diagnóstico precoce é essencial.

Hoje, contamos com exames acessíveis e eficazes, como o ultrassom Doppler vascular, que permite confirmar rapidamente a presença de trombos. Exames laboratoriais complementares também auxiliam na investigação.

O problema é que muitos pacientes ainda chegam sem exames ou com diagnóstico tardio. A embolia pulmonar, que ocorre quando o coágulo se desprende e vai para o pulmão, ainda apresenta índices importantes de mortalidade no Brasil.

O avanço no tratamento anticoagulante, protocolos hospitalares mais bem definidos e maior conscientização têm melhorado o prognóstico. Mas é fundamental que haja acesso rápido ao especialista para evitar complicações.
Diagnosticar cedo é salvar vidas.

BMM – Como o senhor avalia a relação entre doenças metabólicas, como diabetes e obesidade, e o comprometimento da circulação periférica?

Dr. Joaquim Varela – A diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças vasculares, especialmente arteriais. Ela compromete tanto os grandes vasos quanto a microcirculação, aumentando o risco de infecções, feridas crônicas e amputações, principalmente nos pés.

Quando associada ao sedentarismo, má alimentação e tabagismo, o risco se multiplica. Muitos pacientes amputados poderiam ter sido preservados se houvesse controle adequado da doença de base e acompanhamento vascular regular.

Existe, sim, um perfil mais vulnerável: pacientes diabéticos, idosos, fumantes e pessoas com menor acesso ao sistema de saúde. A desigualdade no acesso aos cuidados médicos impacta diretamente nos desfechos.

Controlar a doença de base e eliminar fatores de risco é a chave para prevenir complicações.

BMM – Nos últimos anos, quais tecnologias revolucionaram os tratamentos vasculares?

Dr. Joaquim Varela – A tecnologia transformou completamente a medicina vascular. Antigamente, tínhamos dificuldades até mesmo para acessar exames básicos como o ultrassom Doppler. Hoje, ele é ferramenta essencial no diagnóstico.

A hemodinâmica e os procedimentos por cateter permitem tratar muitas doenças arteriais e aneurismas de forma minimamente invasiva, reduzindo tempo de internação e riscos cirúrgicos.

No tratamento de varizes, técnicas como laser endovenoso e radiofrequência trouxeram resultados excelentes com menos dor e recuperação mais rápida.

O grande desafio ainda é a distribuição desigual dessas tecnologias. Muitos pacientes continuam enfrentando filas e deslocamentos para grandes centros. Precisamos descentralizar o acesso para oferecer tratamento onde o paciente está.

BMM – Quais exames preventivos o senhor considera essenciais?

Dr. Joaquim Varela – A prevenção começa pela consulta médica. Nenhum exame substitui uma boa avaliação clínica.

Para pacientes com fatores de risco, como diabetes, hipertensão, histórico familiar ou tabagismo, o acompanhamento com exame físico detalhado e, quando indicado, ultrassom Doppler é fundamental.

Existem doenças silenciosas que evoluem sem sintomas evidentes. Quando o diagnóstico é tardio, as consequências podem ser amputações e mutilações.

A prevenção depende de três pilares: informação, acesso ao especialista e acompanhamento contínuo.

BMM – Quando dores e inchaços nas pernas deixam de ser “normais” e passam a indicar doença vascular?

Dr. Joaquim Varela – Dor súbita, inchaço assimétrico, mudança de cor da pele, sensação intensa de peso ou endurecimento não devem ser ignorados.

Mesmo sintomas que parecem “comuns” podem ser sinais de insuficiência venosa, trombose ou doença arterial. O corpo sempre dá sinais.

Qualquer alteração persistente na circulação, seja em membros inferiores, superiores ou outras regiões do corpo, merece avaliação médica. Quanto mais cedo investigarmos, melhor o resultado.

BMM – Como a medicina vascular tem se preparado para o envelhecimento populacional?

Dr. Joaquim Varela – A população está envelhecendo, e isso naturalmente aumenta a incidência de doenças vasculares, que têm perfil crônico.

O preparo passa por prevenção desde a infância, incentivo a hábitos saudáveis ao longo da vida e políticas públicas voltadas ao idoso.

Quanto maior a expectativa de vida, maior a necessidade de acompanhamento especializado. Um idoso com acesso à saúde, alimentação adequada e atividade física terá melhor qualidade de vida e menos complicações vasculares.

Estamos trabalhando cada vez mais com protocolos preventivos e educação continuada para enfrentar essa nova realidade demográfica.

BMM – Quais mitos sobre cirurgia vascular ainda precisam ser esclarecidos?

Dr. Joaquim Varela – Um dos maiores mitos é que cirurgia vascular é sempre extremamente invasiva e arriscada. Hoje, muitos procedimentos são minimamente invasivos, realizados com tecnologia avançada e alta segurança.

Outro equívoco é acreditar que, se não há dor intensa, não é necessário tratar. Muitas doenças evoluem silenciosamente.

O maior risco não está na cirurgia indicada, mas na falta de tratamento. Quando negligenciadas, as doenças vasculares podem levar a amputações, complicações graves e até óbito.

Tratamento adequado significa segurança, qualidade de vida e prevenção de sequelas.

BMM – Para finalizar, qual mensagem o senhor deixa sobre acompanhamento vascular regular?

Dr. Joaquim Varela – A mudança começa no estilo de vida. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, abandono do cigarro e controle das doenças de base fazem toda a diferença.

Mas também é essencial buscar orientação médica. O acompanhamento regular com um especialista pode evitar complicações graves.

A medicina vascular não trata apenas vasos, trata vidas.

Meu compromisso é continuar oferecendo atendimento com humanidade, conhecimento e dedicação, sempre buscando preservar a dignidade e a qualidade de vida de cada paciente, ressaltou Dr. Varela.



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