ENTREVISTA COM MARIA DA GRAÇA COSTA E COSTA

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Maria da Graça Costa e Costa, nasceu na cidade de São Bento (MA), e reside em São Luís - Maranhão. Graduou-se em Pedagogia e Direito pela Universidade Uniceuma. Pós -graduada em Planejamento e Gestão Escolar e Processo do Trabalho. Na Universidade Federal do Maranhão, exerceu a Função de Secretaria Executiva, e Diretora de Administração, junto ao Departamento de Assuntos Estudantis e da Pró -Reitoria de Pesquisa e Pós -graduacao . Membro efetivo da Academia Sambentuense de Artes e Letras, desde 2016, ocupante da cadeira 17, patroneada  pelo  professor Felipe Benício de Oliveira Condurú e Academia Ateniense de Artes e Letras. Título do Mérito Cultural, concedido pela Academia Sambentuense de Artes e Letras. Obras publicadas : SONHO. São Luís: EDUFMA, 2019, TODOS CANTAM A SUA TERRA - poemas (coautora e organizadora) São Luís, 2019; FOGO DE OLARIA - Antologia Poética. (Coautora e organizadora) São Luís: EDUFMA, 2021; CRISÁLIDAS- literatura feminina (coautora) São Paulo: ed.versejar, 2021; OLHAR EM CHAMAS- São Luís, EDUFMA, 2022. PUCARO LITERÁRIO IV, EVM gráfica e editora: 2023 (coautora) Antologia Cora Coralina- 2024; ( coautora). VOZES SAMBENTUENSES: Antologia Poética: gráfica e editora Psiu7. São Paulo, 2025 (coautora e organizadora).

ENTREVISTA

1. A quantos tempo está como presidente da ASBAL?

Maria da Graça Costa e Costa: 2 anos, reeleita por mais 2 anos.

2. Qual a importância das academias juvenis?

Maria da Graça Costa e Costa: A importância das academias juvenis, está em formar não apenas escritores, mas sujeitos sensíveis, críticos e conscientes do seu papel na sociedade. A Academia Juvenil não é apenas “ uma versão jovem”, ela cumpre um papel estratégico na formação cultural e humana.

Forma leitores e escritores conscientes. Além disso, tem uma importância enorme na valorização da identidade cultural. Funciona como ponte entre gerações. Por fim, a Academia Juvenil é um investimento no futuro da própria cultura.

3. Como vê o futuro de instituições culturais como as academias de Letras?

Maria da Graça Costa e Costa: O futuro de instituições culturais como as academias de Letras não é propriamente de desaparecimento, mas de transformação inevitável. Historicamente, essas academias foram guardiãs da língua, da memória e de certos cânones literários. No entanto , o mundo mudou : a produção cultural se democratizou , as vozes se multiplicaram e a autoridade simbólica já não está concentrada em poucos espaços. Isso coloca um desafio claro: ou se reinventam, ou correm o risco de se tornarem apenas espaços cerimoniais, desconectados da vida cultural.

No entanto se conseguirem equilibrar trafica e escuta do presente, ainda têm um papel poderoso: o de ponte entre memória e criação,  entre passado e aquilo que ainda está sendo escrito.

4. A cada ano, segundo estatística, o Brasil é menos leitor. Quais seriam boas práticas de incentivo à leitura?

Maria da Graça Costa e Costa: Boas práticas de incentivo à leitura , nascem em ambientes vivos, afetivos e conscientes.

Uma das práticas mais eficazes é o exemplo.

Quando uma criança e jovens vêem adultos lendo em casa, na escola - a leitura deixa de ser obrigação e passa a ser algo natural.

É preciso garantir o avesso. É preciso que os livros estejam disponíveis e próximos: bibliotecas organizadas, acervo variados , circulação de livros.

Criar momentos de leitura compartilhada.

Em fim, incentivar a leitura é criar condições para que ela aconteça com sentido: acesso , liberdade, e emo e afeto. Isso fazem do leitor alguém que lê não porque precisa, mas porque deseja.

5. Mensagem aos jovens leitores 

Maria da Graça Costa e Costa:

Jovens leitores,

Há um universo inteiro esperando por vocês - silencioso, mas vibrante, dentro das páginas de um livro. Ler não é apenas decifrar palavras; é aprender a enxergar o mundo com outros olhos, é viajar sem sair do lugar, é sentir o que antes parecia distante .

A leitura forma não apenas estudantes , mas cidadãos sensíveis, críticos e criativos.

Não importa por onde comecem - poesia, romance, crônica, fantasia - o importante é começar. Permitam-se encantar, questionar, sonhar.

Um leitor nunca está sozinho, ele carrega consigo histórias, ideias e possibilidades infinitas.

Que vocês descubram , na leitura , não uma obrigação, mas um refúgio e uma força. É que cada página lida seja um passo a mais na construção de quem vocês desejam ser.

E VIVA AS ACADEMIAS INFANTO-JUVENIS!!!

Por: Renata Barcellos (BarcellArtes) - Professora, Poetisa, Escritora e Membro Correspondente do Instituto Geográfico de Maranhão, Apresentadora do programa Pauta Nossa da Mundial News RJ.


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