CRUZEIRO – DUBAI – TÓQUIO – PARADA EM MUSCAT – CAPITAL DE OMAN

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Marcos Eugênio Welter.


No porto de Abu Dhabi chek-in tranquilo, cabine de bom tamanho no oitavo andar com varanda. Tentei andar mais alto. Ganhei de cortesia, por já ter viajado várias vezes antes com a MSC Cruzeiros um jantar no luxuoso restaurante Butchers. Além de mim, só mais dois casais estavam jantando lá, o melhor filé mignon, há quanto tempo estava sem comer carne. Havia fechado antecipadamente a U$ 26,00 por dia por pessoa, pacote de bebidas que inclui cervejas, vinhos e champanhe em taças, aperitivos, whisky, etc. Havia duas opões de horário para jantar: 18:00 horas ou 20:30. Optei pelo segundo pois o primeiro é cedo e pode atrapalhar o retorno de algum passeio.

Assim, antes do jantar, no teatro, assisti música clássica, barítono, tenor, soprano e também piano e violino. Após a partida da capital dos Emirados Árabes navegamos rumo a Muscat. Vimos inúmeras plataformas de petróleo. O Golfo Persico cobre uma superfície de 233.000 km2, tendo cerca de 800 km de comprimento e largura de 80 a 120 km com profundidade máxima de 180 metros.

Durante a noite a navegação foi tranquila, mar muito calmo. Café da manhã no 14º andar com ampla variedade, pois há passageiros de todas as nacionalidades. Após caminhada pelo convés, conheci os vários ambientes para saber o que há, como jacuzzi, sauna, salas fitness, depois almocei e descansei. As 17:30 horas champanhe de boas vindas do capitão, todos com os melhores trajes, mas sempre aparecem uns desavisados. Estúdios de fotógrafos a postos forçando para disputar as poses dos hóspedes.

Às 19 horas apresentação do comandante e sua equipe e após show com malabares, can-can, mágica com troca de roupas, BMX radical, cantores, piano e violinos. Dormi. Passei o dia navegando no Golfo Pérsico com rota nordeste. Pelas 7 horas passei no estreito de Ormuz, ponto de vital importância para o comércio petrolífero devido ao trânsito dos super-petroleiros que transportam um quinto do petróleo produzido no mundo. Em seguida passamos no Golfo de Omã que coliga o Mar Árabe com o Golfo Pérsico. Penso que abriram mais tumbas milenares do Egito. Meu Deus, quanta gente arcaica, também muitos gordos, pessoas em cadeiras de roda. Um senhor de setenta e poucos anos morreu de enfarte na piscina. Fizeram massagem, tentaram, mas em vão. 

4/4 – MUSCAT – Moeda 1 Ryial Omani = US$ 2,50 = Euro 2,10, muito valorizado.  Acordamos às 7 horas, o navio Splendida já estava ancorado ao lado do imenso queimador de in umenso de nome All Ryan. Eles queimam incenso continuamente para agradar aos deuses. Meu passaporte ficou retido na recepção e só serão liberados após Singapura.

Cantinho Cultural

Muscat, ou Mascate é a capital de Oman, tem 4.800.000 habitantes.  O símbolo são duas armas cruzadas. Praticam o islamismo, fundado por Maomé, sendo o livro sagrado o alcorão, 90% rezam para Alah. Os cinco pilares do islamismo são 1º Alah, deus único; 2º orações cinco vezes por dia virados para Meca, sempre em árabe; 3º caridade; 4º jejum assim que chega na puberdade; 5º peregrinação a Meca ao menos uma vez na vida. A agricultura de subsistência é a tâmara, também cultivam vegetais, criam cabras e peixes. A principal renda provém do petróleo e gás natural, sendo que produzem ainda mirra e incenso, sendo este produzido a  partir de árvore dlwllia, uma árvore tipo latex. Khreef é a época em que ocorrem as monções, que são a principal fonte de água. Mutra Souk  é um dos mercados mais antigos do mundo. Gostam de regatear o preço, sendo que se oferecem uma mercadoria por 10, comece oferecendo, 5. Se a gente pagar o preço solicitado por eles não ficam satisfeitos com a negociação, tem o prazer de ficar regateando.  Al Alam é o Palácio Cerimonial, tem 200 anos. Qaboos é a mesquita mais importante, feita com 300.000 toneladas de arenito vindo da Índia. O tapete pesa 21 toneladas e mede 70m x 70m está na sala de orações que visitei. O sultão Carlos, em 2.001 construiu a Ópera Real no palácio. Aqui em Muscat só se vê pedras, rochas pontudas, é árido sem vegetação. Metade da população é de estrangeiros. No verão a temperatura normal é 50 graus sendo que o inverno vai de dezembro a março. A saudação olá = salam aleiko; obrigado = shokran. Um litro de gasolina custa meio Euro. Aqui chama-se Sultanato de Oman. Só no sul há monções. A festa mais importante é o Ramadam, e a segunda é  Harrell. A água consumida, inclusive para beber, é dessalinizada, reciclam da casa que vai para o jardim. O teatro tem um órgão que pesa 50 toneladas e veio da Alemanha. O preço mínimo de locação de uma casa é 5 mil Euros por mês. A mesquita do sultão Carlos chamada Sheikh Zayed tem a frente voltada para Meca e cabem 20.000 fiéis. Tem o maior lustre Swarowski do mundo. Estou maravilhado vendo isto. Na pregação só vão os homens, pois ficam de joelho com a testa no chão, sendo que tem sala separada para oração das mulheres. O idioma oficial é o árabe.

O 2º passeio foi pelo Souk Muttrah onde se vende de tudo, principalmente estrato de bons perfumes deles ao custo de 30 Euros por 30 gramas, sendo o mais famoso o Ambar que dizem durar cinco dias no corpo. A roupa branca é obrigatória para os funcionários do governo. Túnicas de outras cores são usadas pelo pessoal do setor privado, sendo que por baixo da túnica não usam nada, enquanto na Índia, por baixo usam calção. Aqui o salário mínimo é 300 Ryal e o médio é 500 Ryal, cerca de R$ 3.000,00.  Escolas grátis e obrigatórias até os 14 anos, incluso livros grátis para os pobres que ganham também sapatos. O governo entrega de graça 11.000 casas por ano em terreno de 600 M2. O sultão tem 77 anos, estudou na Alemanha. Quando assumiu tinha 7 km de asfalto, hoje tem 38.000 km asfaltado.   Podem casar com até 4 mulheres todos os homens que puderem sustenta-las. Para casar com a segunda tem que ter autorização da primeira. Tudo o que der para uma tem que dar para as demais esposas. O país produz um milhão de barris de petróleo por dia, sendo 66% do governo, 30% da Shell e 4% de outros. A Grande Mesquita, que levou 6 anos para construir foi concluída em 2.001, tem 5 minaretes, cada qual simbolizando os cinco votos sagrados feitos pelos muçulmanos para reafirmar sua fé no todo poderoso. Visitei a parte externa do Al Alam Pálace, que é o palácio do sultão que tem ao seu lado os fortes Mirani Julali, construídos pelos portugueses no século XVI.

Visitei por dentro o Museu Bait Al Zubair, um conjunto de casas geminadas que foram reformadas para exibirem achados arqueológicos, vestidos, jóias. Achei um folheto escrito em francês sobre este museu e que ajudou a entender várias coisas. Agradeço aos meus mestres que me ensinaram outros idiomas. Este museu é uma Fundação Cultural, fundado pela família Zubair, inaugurado em 1.998, destinado a mostrar a cultura, patrimônio das artes. Tem objetos seculares, é um símbolo da antiga arquitetura do país. É composto de 5 casas distintas, além de um jardim onde reconstruíram em miniatura a vila original. Tem também café, restaurante e boutiques. Ufa, que dia, quanta cultura, quantas informações. Voltei ao navio que saiu do porto só as 22:30 horas, portanto com duas horas e meia de atraso. Fiquei sabendo de forma sigilosa por um funcionário do navio que o atraso foi em função dos trâmites legais daquele que ontem morreu em função de problemas cardíacos na piscina. Recebi mensagem do amigo Tubarão (James Crews Júnior), de Brusque dizendo que há forte tempestade de areia no Egito que paralisou tudo. Ainda bem que já saímos de lá.  

O show no teatro à noite foi da cantora Kenniatta, que havia sido finalista no The Voice da Itália, e que já se havia apresentado com Lionel Ricci, Prince e outros. À noite o navio seguiu na rota sudeste, iniciando navegação no Mar Árabe em direção a Colombo no Sri Lanka, passaremos três dias navegando. O maior iate do mundo está em Dubai, o segundo maior está aqui, na nossa frente, sendo este um dos dois do Sheik Kalifa Zayed que governa. O povo aparenta estar satisfeito. Nota da MSC Cruzeiros: “Enquanto navegamos entre Muscat (Oman) e Colombo no Sri Lanka, passaremos por áreas que correm o risco de piratarias e como tal, estamos sob o controle e proteção das Forças Armadas Internacionais. Pessoas especializadas estão à bordo prontas para reagir no caso de qualquer ameaça potencial. Atente ao seguinte: código azul =  embarcação suspeita portanto início da evacuação dos andares externos (o que é o nosso caso); código laranja = deixar a cabine e se recolher no interior do navio; código vermelho” – e vai por aí. Boa noite. 

Por: Marcos Eugênio Welter  -  Trabalhou como Advogado e Funcionário do Banco do Brasil, 
Membro do Conselho Superior Internacional da Academia de
 Letras do Brasil.


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