OS PRESÉPIOS DO MEU TEMPO DE CRIANÇA

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Malude Maciel.


Conta a História Sagrada que, as nascer Jesus em Belém e estando na humilde manjedoura entre seus pais, pastores e animais, eis que, vieram visitá-Lo três reis do Oriente, pois queriam adora-Lo. Ao encontrá-Lo prostraram-se e, abrindo seus tesouros entregaram-Lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. Esses personagens eram: Gaspar, Mozart e Baltazar que ficaram conhecidos como: Reis Magos e foram avisados em sonho para não voltarem pelo mesmo lugar porque o soberano Herodes desejava saber onde estava o menino-Deus para matá-Lo. Por isso no dia 6 de janeiro se comemora o Dia de Reis.

Em Caruaru, onde nasci, constituí família e amo demais, as festas de Natal tinham seu final em 6 de janeiro, quando as árvores eram desarmadas, os enfeites natalinos guardados e os presépios desmontados, ficando a garotada chorando e esperando pelo próximo final de ano a fim de ver os belíssimos presépios outra vez.

Os presépios eram obras de arte, reconstituindo a cena da natividade do Senhor que as famílias arrumavam, com o maior carinho nas salas principais, com a finalidade de lembrar o maior acontecimento da humanidade: o Natal de Jesus!

Na casa da minha saudosa tia e madrinha, Louzinha Rodrigues, a criançada já sabia que iria apreciar as figuras lendárias do majestoso presépio ali montado. Eram os enfeites belíssimos, o galo, carneirinhos, pastores, o anjo, as estrelas, as figuras de Maria e José e, sobretudo o menino Jesus que só chegava ao bercinho de palha na data de 25 de dezembro. Tudo era lindo!  Uma ansiedade, um deslumbramento! E, para a criança, contar os fatos sobre o verdadeiro sentido do Natal, que é o nascimento do Salvador e não Papai Noel tão divulgado pelo comércio fica mais fácil visualizando um presépio e tendo as narrações cristãs.

Ainda hoje há famílias que mantém essa tradição armando as lapinhas como antigamente a fim de elevar os pensamentos à mensagem de: “Paz na Terra aos homens de boa vontade!” Essa referência serve de preâmbulo para a introdução na leitura da Bíblia Sagrada e desenvolve a busca das Escrituras Sagradas e os pais e educadores aproveitam para aprofundar os ensinamentos religiosos levando o alunado a conhecer os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.

A minha netinha ficou encantada com as árvores, as bolas, as luzes e um papai Noel de carne e osso que ela viu no Shopping. Se não explicarmos que a Festa do Natal é de Jesus como a criança poderá distinguir essa fundamental diferença? É necessário direcionarmos os ensinamentos para o mais importante e isso a gente tem que tomar consciência para não falhar diante de Deus, pois não se pode resumir essa infinita graça do nascimento do Salvador, à troca de presentes, comes e bebes e apenas futilidades. Pensemos no essencial e mostremos essa realidade aos pequeninos, dos quais é o reino dos céus. 

Por: Malude Maciel - Membro da ACACCIL – Cadeira 15 – Profa. Sinhazinha.


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