GOVERNADORA RAQUEL LYRA DECRETA EMERGÊNCIA HÍDRICA NO AGRESTE DE PERNAMBUCO

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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, decretou situação de emergência hídrica em municípios do estado afetados pela estiagem prolongada e pela escassez de chuvas, com impacto direto no abastecimento de água, especialmente na região do Agreste pernambucano.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado e reconhece oficialmente o cenário de seca hidrológica, caracterizado pela redução significativa nos níveis dos reservatórios, barragens e sistemas de abastecimento que atendem áreas urbanas e rurais.

Medida busca agilizar ações emergenciais

Com a decretação da emergência, o Governo de Pernambuco passa a ter respaldo legal para agilizar ações emergenciais, como:

• Reforço no abastecimento por carros-pipa;

• Ampliação de medidas operacionais da Compesa;

• Atuação integrada da Defesa Civil Estadual;

• Facilitação de convênios e apoio aos municípios afetados.

Segundo o governo estadual, a decisão foi baseada em relatórios técnicos da Defesa Civil, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e de órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos.

Agreste é uma das regiões mais atingidas

O Agreste de Pernambuco está entre as regiões mais impactadas pela crise hídrica, enfrentando longos períodos sem chuvas regulares. A situação compromete não apenas o abastecimento doméstico, mas também a produção agrícola, a pecuária e a economia local.

Diversos municípios já vinham adotando rodízio de água e medidas de racionamento antes mesmo da publicação do decreto, o que evidencia a gravidade do cenário.

Vigência do decreto

O decreto de situação de emergência tem validade de 180 dias, período durante o qual o Estado poderá executar ações excepcionais para minimizar os efeitos da seca e garantir o acesso à água para a população.

O Governo de Pernambuco informou que seguirá monitorando a situação climática e hídrica, podendo adotar novas medidas caso o quadro se agrave.

Crise hídrica exige atenção permanente

A decretação da emergência hídrica reforça a necessidade de políticas públicas permanentes voltadas à convivência com a seca, sobretudo em regiões historicamente vulneráveis como o Agreste. Especialistas alertam que eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes, exigindo planejamento e investimentos contínuos em infraestrutura hídrica.



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