VI ENCONTRO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO MARANHÃO REÚNE ESCRITORES, PESQUISADORES E REPRESENTANTES CULTURAIS EM ALCÂNTARA

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Escritor Vavá Melo, Prof. Jadilson (Dir. IFMA), Vice-prefeita de Alcântara, Escritor Paulo Souza (Pres. ALCAF), Escritor César Brito (Pres. FALNA), Escritor Carlos Furtado (Vice-pres. FALMA), Ten. Ítalo (Rep. CLA/FAB) e Escritora Fátima Travassos (Pres. CF FALMA).


 Alcântara (MA) – 29 e 30 de novembro de 2025 — A histórica cidade de Alcântara foi palco do VI Encontro das Academias de Letras do Maranhão, realizado no auditório do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), reunindo dezenas de escritores, acadêmicos, gestores culturais e representantes de diversas instituições literárias do Estado. Com o tema “Alcântara: Monumento Histórico Nacional e Cidade a Céu Aberto, em Defesa do Patrimônio Cultural”, o evento reafirmou o compromisso das academias maranhenses com a preservação da memória, a promoção da literatura e o fortalecimento das tradições culturais.

O encontro foi promovido pela Federação das Academias de Letras do Maranhão (FALMA) e teve como anfitriã a Academia Alcantarense de Letras, Ciências, Artes e Filosofia (ALCAF). Durante dois dias, Alcântara tornou-se um verdadeiro laboratório de ideias e debates sobre o papel das letras na contemporaneidade e a importância do patrimônio histórico para a identidade maranhense.

FALMA: História e missão de integração cultural

Fundada em 28 de novembro de 2008, a FALMA nasceu de uma ação conjunta dos escritores Lino Antônio Raposo Moreira, Salvio Dino Jesus de Castro e Costa, Álvaro Urubatam Melo, Roque Pires Macatrão, Antônio Augusto Ribeiro Brandão, João Francisco Batalha e Adelson de Souza Lopes. Desde então, consolidou-se como um dos principais organismos de união e fortalecimento das entidades literárias do Estado.

Já ocuparam sua presidência Álvaro Urubatam Melo, Roque Pires Macatrão, João Francisco Batalha e Jucey Santos de Santana. Atualmente, a instituição é presidida por Carlos César Silva Brito, tendo como vice-presidente Carlos Augusto Furtado Moreira, primeiro secretário Joaquim de Oliveira Gomes, segundo secretário José Carlos Castro Sanches e tesoureira Márcia Regina dos Reis Luz.

Entre seus objetivos sociais destacam-se a cooperação institucional, o intercâmbio cultural, o apoio técnico às academias filiadas e a difusão da cultura em todo o Maranhão.

Primeiro dia: exposições, performances e homenagens

A abertura do encontro contou com uma extensa programação de palestras, intervenções artísticas e debates.

Entre as apresentações, destacaram-se:

1. Sistema Municipal de Cultura e Mecanismos de Fomento ao Livro e à Literatura – Paulo Sabba (Ministério da Cultura).

2. O Papel das Academias de Letras na Atualidade – Osmar Gomes, presidente da Academia Ludovicense de Letras.

3. Monólogo Teatral “Ana Jansen” – Linda Barros, atriz.

4. Alcântara: Monumento Histórico Nacional e Cidade a Céu Aberto – Paulo Melo Sousa, presidente da ALCAF.

5. A Cultura como Matéria-Prima da Educação – Maria Madalena do Nascimento Pereira, presidente da AMCAL (Matinha).

6. Declamação “Alcântara Cidade Eterna” – Raimundo Soares do Nascimento, ALCAF.

7. Maranhão Sobrinho na História da Academia Barra-cordense de Letras – Kissyan Pereira Castro, ABCL.

8. 17 Dicas para Escrever e Publicar um Livro – José Carlos Castro Sanches, AMCIBA.

9. Debate Interativo “A Literatura como Patrimônio Cultural” – Professores José Neres e Dino Cavalcante, mediação de Linda Barros.

O momento mais aguardado da noite foi a entrega da Comenda Escritor Salvio Dino Jesus de Castro e Costa, criada em homenagem ao grande idealizador da FALMA. Receberam a honraria personalidades que se destacam pela atuação em defesa da cultura maranhense, entre elas:

César Boaes (diretor do Teatro Arthur Azevedo)

João Israel Lopes (presidente da Academia Esperantinopense de Letras)

Raimunda Pinheiro de Souza Frazão (cordelista)

Alexandre Maia Lago (escritor)

Joseane Maria de Souza e Souza (Gestora da Casa de Cultura Josué Montello)

Aldaléa Lopes Brandes Marques (ABCL)

Joralda Ramos Ribeiro (rendeira)

Maria Francisca Rodrigues Marques (caixeira)

Irene de Jesus (coreira)

Maria Silva Costa (doceira)

Maria da Glória Moraes Campos (rezadeira)

Antônio do Livramento Boaes Tavares (coordenador do festejo do Divino Espírito Santo)

José da Conceição Araújo Ribeiro (mestre naval)

Gerson Araújo Ribeiro (marceneiro)


Todas as academias presentes receberam certificados de representação institucional.

Segundo dia: intercâmbio e integração

O segundo dia começou com a palestra “Intercâmbio das Academias de Letras”, ministrada por Carlos Augusto Furtado Moreira, presidente da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares (AMCLAM), da Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e do Distrito Federal, além de vice-presidente da FALMA. Sua exposição destacou as conexões possíveis entre as entidades literárias, a necessidade de cooperação e a busca por políticas culturais integradas.

O presidente da FALMA, Carlos César Silva Brito, reforçou na ocasião a importância do encontro como espaço de aproximação e fortalecimento mútuo: “Queremos que este Encontro seja um espaço de inclusão, novas amizades e inspiração. Um ambiente onde cada palavra e cada ideia possam provocar reflexão e transformação. Que possamos caminhar lado a lado, porque a verdadeira força está no respeito, na conexão e na união que existe entre nós.”

Um marco para a cultura maranhense

O VI Encontro das Academias de Letras do Maranhão encerrou-se como um marco de valorização da cultura, um momento de celebração do patrimônio, da literatura e da força dos agentes culturais maranhenses. Alcântara, com sua memória viva e suas tradições preservadas, mostrou ser o cenário ideal para reafirmar o compromisso de escritores e instituições com a proteção e promoção da identidade cultural do Estado.

O evento reforça a missão da FALMA: unir, inspirar e fortalecer o movimento literário maranhense, mantendo viva a chama da cultura em todas as regiões do Maranhão.


Carlos Furtado entrega a comenda Salvio Dino à Diretora da Casa de Cultura Josué Montello.


Por: Cel. Carlos Furtado.


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